
Quaro sindicâncias foram abertas ontem, pelo BNB, para investigar fraudes FOTO: DIVULGAÇÃO
Os afastamentos foram recomendados pelo Colegiado da Diretoria da instituição. "Eles ( gerentes) foram afastados preventivamente", declarou o banco por meio da Assessoria de Imprensa, sem apontar explicar os motivos à decisão do colegiado. "O Banco não precisa de motivos para afastar funcionários de suas funções", justificou a Assessoria de imprensa.
Decisão presidencial
A decisão de promover mudanças na diretoria do (BNB), após as suspeitas de operações fraudulentas teria partido da presidente Dilma Rousseff, segundo divulgou a Folha de São Paulo, ontem. O Conselho de Administração do BNB, que conta com dois representantes do Ministério da Fazenda, se reuniu ontem ara analisar as auditorias internas realizadas destinadas a investigar as operações do banco.
O presidente do BNB, Jurandir Santiago esteve ontem, o dia todo, em Brasília, em reunião com o Ministério da Fazenda e do escritório do banco na Capital Federal. Santiago não retornou as ligações telefônicas feitas pela reportagem do Diário, até o fim da noite de ontem.
Investigações
Iniciadas em julho de 2011, mas só reveladas no último sábado, as auditorias e sindicâncias internas realizadas pelo BNB para apurar as irregularidades devem ser concluídas no fim de julho. A data limite para esclarecer as denúncias e apontar os funcionários e as empresas envolvidas nas fraudes também foi confirmada ontem, pela direção do BNB.
Até lá ,Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União (CGU) também seguem investigando as denúncias. Segundo o promotor de Justiça, Ricardo Rocha, uma das irregularidades encontradas consistia na apresentação, como garantia, de terrenos no interior do Estado, com valores menores do que o dos financiamentos.
"O plano era exatamente este. O bem dado em garantia era bem menor do que o do empréstimo. O objetivo é que o banco tome esse bem para garantir o empréstimo", explicou o promotor de Justiça.
Segundo ele, três empresas ligadas a cunhados de Robério do Vale teriam pego R$ 11,9 milhões no banco e que ao todo as fraudes chegariam a R$ 29,2 milhões. "Todos os sócios são filiados ao partido dos trabalhares. Todos faziam doações de campanhas para o PT e isso foi constatado nas investigações", disse Rocha. A reportagem não localizou o chefe de gabinete demitido. O Partido dos Trabalhadores disse que não se pronuncia agora.
CARLOS EUGÊNIOREPÓRTER
Fonte: Diário do Nordeste
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